Terça-feira, Maio 31, 2005



Atemóia

É a nova integrante da minha lista de paixões.

É uma fruta hibrida e é comum no Chile e Peru. Desde a década de 60. está sendo cultivada no Brasil.




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Trilha Sonora das Compras:

Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval...

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Segunda-feira, Maio 30, 2005


Não quero que meu blog seja uma simples colagem de textos alheios.
Mas, a frase de hoje do Dalai Lama serve como uma luva para mim .

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A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância

Dalai Lama

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Domingo, Maio 29, 2005


Diálogo


- Pai, Deus existe?

O homem deixou de lado o livro que estava lendo e olhando para o garoto, sem dizer nada.

- Pai, eu perguntei se Deus existe.

- Eu ouvi. Estou pensando.

- Precisa pensar? Eu só quero saber se Deus existe ou não - disse o garoto, irritado.

- Bom - o homem, cauteloso. - Para umas pessoas existe, para outras não.

- Para mim não existe - disse o menino.

- Não existe?

- Não. Quer ver? - Olhou para cima: - Deus, eu quero uma bicicleta nova. Agora.

Esperou um pouco - muito pouco - e disse, triunfante mas amargo:

- Viu? Viu como Deus não existe?

- Bem - disse o pai, sentindo o terreno movediço - isto não chega a ser urna prova. As pessoas não conseguem logo o que querem.

- Ah, mas se Deus existe, ele tinha de me dar a bicicleta. Deus não existe.

O homem não disse nada.

- Deus não existe - insistiu o garoto. - Ouviu? Não existe. Ou então está morto. Deus morreu, pai.

Meu Deus, pensou o pai, o garoto está dizendo aquilo que Nietzsche levou anos para descobrir. O seu bom humor, porém, logo desapareceu: o menino estava chorando. Está cansado, pensou o homem. Tomou-o nos braços, sentou com ele na cadeira de balanço, embalou-o, até que o menino adormeceu. Então colocou-o na cama; mas aí já não tinha vontade de ler; de modo que pôs o pijama e foi dormir também.

Acordou de manhã cedo. O menino estava ao lado da cama do casal, uma expressão de triunfo no rosto:

- Sabe o que sonhei, pai? Sonhei que estava cercado de inimigos que queriam me matar. Aí caiu do céu uma metralhadora, e eu matei todos os inimigos. Todos, pai! Com a metralhadora! Foi Deus quem mandou aquela metralhadora!

O pai suspirou, aliviado. Finalmente, Deus estava dizendo a que vinha.

Moacyr Scliar

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Sábado, Maio 28, 2005



Segredos no Porão


No meio do esconde-esconde
cabra-cega ou pegador
Eu sempre dou um jeitinho
De pegar a tua mão.

Depois saímos correndo
Cada qual para o seu lado
Enquanto eu conto até vinte
Você some no porão.

Vôo então feito um foguete
Quero te achar num instante
Abro a porta dos armários
Tiro a tampa dos baús.

Quando estou desanimando
Passo perto da cortina
Pressinto o teu corpo quente
Agarro e você escapa.

Vou atrás e finjo um tombo
Ai meu Deus, estou ferido!
Você pra me consolar
Me dá um beijo escondido.

Ricardo Azevedo


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Sexta-feira, Maio 27, 2005




Muitos Cheiros

Qualquer labor, cada ocupação
Tem o bom cheiro da profissão:

A padaria, desde bem cedo,
Cheira a pão fresco, cheira a levedo;

Cheira a corantes o tintureiro,
Cheira a temperos, o cozinheiro;

A maquilagem cheira a artista,
E a muitas flores, o perfumista;

Cheira a remédio o atento doutor,
E cheira a peixe o bom pescador;

De graxa, é o cheiro do maquinista,
De gasolina, o do motorista;

E do pintor, lá na sua oficina,
O cheiro é de terebintina;

Do camponês, de terra é o cheiro,
Cravo e canela, o odor do doceiro;

Todo trabalho é bom, perfumoso,
Só não tem cheiro quem vive ocioso.

****

Tatiana Belinky


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Quinta-feira, Maio 26, 2005



Frutos e Flores

Meu amado me diz
que sou como maçã
cortada ao meio.
As sementes eu tenho
é bem verdade.
E a simetria das curvas.
Tive um certo rubor
na pele lisa
que não sei
se ainda tenho.
Mas se em abril floresce
a macieira
eu maçã feita
e pra lá de madura
ainda me desdobro
em brancas flores
cada vez que sua faca
me traspassa

Marina Colasanti


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Quarta-feira, Maio 25, 2005


A poesia macarrônica mistura duas ou mais línguas, havendo a interação mútua destas.

A. B. C., 1931

Gom " A " se esgréfe Alle... manho,
Gom " A " se esgréfe - alkodong -
E gom " A " danpeng se esgréfe
Uma goise muide pong...
allemong

Gom " B " se esgréfe - Pracil -,
Gom " B " se esgréfe - pallong -,
Gom " B " se esgréfe odre goise
Gue dampeng está muide pong...
- pébe -.

Gom " C " se esgréfe - gafé -,
Gom " C " se esgréfe - ganhong -,
Gom " C " se esgréfe odre goise
Gue eu acha muide mais pong...
- chopp!!! -

A - allemong
B - pébe
C - chopp

Fiktor Konder

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Terça-feira, Maio 24, 2005



Tiradentes - MG

*** Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.***

Cora Coralina

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Segunda-feira, Maio 23, 2005



Eu em Ouro Preto - MG

Uma semana de férias. Descanso, nem pensar. Acordando às 05h00, Ontem foi mais tarde, às 07h00.
Mas, valeu o sacrifìcio.
Belo Horizonte, Gruta Rei do Mato, Gruta de Maquiné,Ouro Preto, Mariana, Congonhas, São João del-Rei,Tiradentes, Sabará...ficarão guardadas no coração.

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Segunda-feira, Maio 16, 2005


Vou, mas Volto.

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Post para a Semana:

"Contudo, a plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo; isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo. (...) É o que eu chamo de "ócio criativo", uma situação que, segundo eu [penso], se tornará cada vez mais difundida no futuro."

DOMENICO DE MASI


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Sábado, Maio 14, 2005



Estrasburgo

Durante esta semana, ouvi e li algumas coisas a respeito desta cidade em fontes distintas.
Fiquei curiosa e encontrei várias informações na Wikipédia, especificamente em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrasburgo

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Quinta-feira, Maio 12, 2005



O Castillo é a maior pirâmide maia localizada em Chichén Itzá na península de Yucatán, no México.
Cada lado da pirâmide tem uma escadaria de 91 degraus que conduzem ao templo.
Conta simples: 91x4=364 +1=365

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Quarta-feira, Maio 11, 2005


SONO INTRANQÜILO - 100ª versão

Nos últimos três anos, são raras as noites que não ouço ruídos perturbadores.
Já houve festa rave, espetáculo alternativo, colocação de outdoor, final de campeonato e agora britadeiras em con*c*erto.

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Terça-feira, Maio 10, 2005


Li que Fernando Sabino é uma unanimidade blogueira. E ainda não tinha postado nada de sua autoria. Então, escolhi este texto:

Eloquência Singular

Fernando Sabino


Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
- Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular:
- Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem - que recusa? - ele que tão facilmente caia nelas, e era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
- ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português: ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser.
- ...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar:
- Não sou daqueles que...
Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória lamentavelmente se havia metido de saída. Mas a concordância? Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. Ou no plural:
- Não sou daqueles que, dizia eu - e é bom que se repita sempre, senhor Presidente, para que possamos ser dignos da confiança em nós depositada...
Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de partida, incapaz de se definir por esta ou aquela concordância. Ambas com aparência castiça. Ambas legítimas. Ambas gramaticalmente lídimas, segundo o vernáculo:
- Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade.
Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão "daqueles que" era coisa já estudada e decidida por tudo quanto é gramaticóide por aí, qualquer um sabia que levava sempre o verbo ao plural:
- ...não sou daqueles que, conforme afirmava...
Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. Daqueles que. Não sou UM daqueles que. Um que recusa, daqueles que recusam. Ah! o verbo era recusar:
- Senhor Presidente. Meus nobres colegas.
A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi em frente com bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles que...
- Como?
Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio:
- Não ouvi bem o aparte do nobre deputado.
Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum.
- Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi bem - e apontava, agoniado, um dos deputados mais próximos.
- Eu? Mas eu não disse nada...
- Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer aparte.
O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam em torno do orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora já era, como no verso de Bilac, a agonia do herói e a agonia da tarde.
- Que é que você acha? - cochichou um.
- Acho que vai para o singular.
- Pois eu não: para o plural, é lógico.
O orador seguia na sua luta:
- Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente...
Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-se do gesto e pedir ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura aí pra mim, como é que é, me tira desta...
- Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado.
- Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu discurso: e antes de terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura de minha existência, depois de mais de vinte anos de vida pública...
E entrava por novos desvios:
- Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha consciência cívica... senhor Presidente... e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
- Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
- Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem! Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.

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Domingo, Maio 08, 2005


Clássico:

À Minha Mãe

Mãe, não há outro nome
mais doce, meigo e gentil;
No entanto posso escrevê-lo
só com três letras e um til.

Como prova de amizade,
de carinho e gratidão,
teu nome, Mãe querida,
eu trago no coração.

Mãe, em tua homenagem
prometo, solenemente,
que serei sempre boazinha,
estudiosa e obediente.

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Sábado, Maio 07, 2005


Não vemos as coisas como são, mas como nós somos.
Anaïs Nin

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Sexta-feira, Maio 06, 2005


O bom arqueiro não é julgado por suas flechas e sim por sua pontaria.
Thomas Fuller

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Quinta-feira, Maio 05, 2005



Seinfeld

A partir da próxima semana, o seriado não passará de segunda a sábado. Seinfeld,só às sextas.
Eu já vi todo o seriado pelo menos 3 vezes, mas ainda não cansei.
Meu xodó é o George (gordinho, baixinho e careca). E o episódio que ele decide fazer o oposto do que ele fazia habitualmente e tudo dá certo, a secretária eletrônica com uma paródia da música-tema do Super Herói Americano, ele sonhando com a Marisa Tomei, ele usando peruca e sendo muito paquerado...

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Quarta-feira, Maio 04, 2005


§ Ao longo da vida amorosa, as figuras surgem na cabeça do sujeito apaixonado sem nenhuma ordem, porque dependem cada vez de um acaso. A cada um desses incidentes, o enamorado retira figuras de reserva de acordo com as carências, as injunções ou os prazeres do seu imaginário §

Roland Barthes - Fragmentos de um Discurso Amoroso


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Terça-feira, Maio 03, 2005


*As nuvens mudam sempre de posição, mas são sempre nuvens no céu.
Assim devemos ser todo dia, mutantes, porém, leais com o que pensamos e sonhamos; lembre-se, tudo se desmancha no ar, menos os pensamentos.*

Paulo Baleki

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Segunda-feira, Maio 02, 2005


IMPACIÊNCIA

Ontem à noite, assisti o programa Café Filosófico com o educador Mário Sérgio Cortella na TV Cultura com o tema A criança em seu mundo.
E o que mais me chamou a atenção foi como adultos e crianças estão impacientes. Um estudo psicológico no começo do século passado tinha determinado que a atenção de uma criança duraria 50 minutos(duração de uma aula), hoje foi reduzida a 6 minutos.
Somos impacientes com a internet, com a televisão, com o rádio, com livros, com cursos(9 anos estudando piano!), com trânsito, com almoço (fast food) , com as pessoas ,com cerimônias...
E o que se faz com o tempo que economizamos?

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Domingo, Maio 01, 2005


Ontem, caminhei 9500 m na Trilha da Pedra Grande que faz parte do Parque Estadual da Cantareira (7900 hectares remanescentes de Mata Atlântica).
A 1010 metros de altitude, tive a visão panorâmica da regiao da Grande São Paulo.

Aqui está o site com fotos e maiores informações:
http://iflorestsp.br/cantareira/index.htm

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